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Estudos para improvisação

Autor:
Edição:
Editora Irmãos Vitale
88 páginas

Nível básico ao avançado. Neste método, lançado apenas na versão digital (E-book), Luciano Alves apresenta vários estudos (patterns) de improvisação sobre a cadência II – V – I em diversas tonalidades. 

Foram incluídos, também, os acordes nas inversões ideais e os voicings mais apropriados para acompanhamento ao piano.

Todas as escalas e improvisos estão dedilhados para a mão direita ao piano. Este material é um ponto de partida fundamental para todos que desejam estudar improvisação jazzística e adquirir independência das mãos.

Introdução (pg. 5)

Uma das formas mais proveitosas da prática da improvisação é realizada sobre as harmonias dos standards de jazz. E é nesse momento que surgem as dificuldades pois o estudante, nas primeiras tentativas, não consegue criar frases com fluência e, em decorrência disso, recorre aos improvisos rítmicos com acordes e às escalas pentatônicas.

Improvisar melodicamente requer estudo metódico sobre quais notas devem ser utilizadas em determinadas cadências. Somente a partir daí é criado um vasto dicionário de ideias que ficam arquivadas e prontas para entrarem em ação. Também se encontram no rol de grande importância os atos de ouvir, anotar e praticar os improvisos dos consagrados músicos de blues e de jazz. Trata-se de um ponto de partida que funciona, de longa data, para todos os improvisadores. Com a tecnologia atual é possível reduzir o andamento de uma gravação sem mudar sua tonalidade. Isso facilita muito a identificação das notas e frases tocadas.

Há diversos tipos de cadência, sendo que a mais comumente encontrada no universo da música é a II – V – I. Essa progressão é encontrada, por exemplo, no Real Book em quase todas as músicas. As canções populares, folclóricas, standards de jazz, sambas, choros, bossas etc. estão repletas de II – V – I. No entanto, a introdução dessa cadência não pode ser atribuída aos compositores recentes de música popular. Ela vem sendo revelada desde o período Barroco. Conclui-se, portanto, que para improvisar – ou mesmo compor – torna-se necessário dominar essa cadência em diversos tons. E é por isso que venho há anos anotando ideias próprias e trechos de improvisos de inúmeros mestres do jazz, blues e bebop. Tudo devidamente disponibilizado neste livro, que concentra vários estudos para improvisação sobre a cadência II – V – I.

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